quarta-feira, 30 de março de 2011

Somos Meio Ambiente

Caros humanos,

Retorno ao tema, lançando um novo ponto de vista... mas é preciso "cabeçar" um pouco para explicar! Veremos que a ideia não é tão estranha.

A pesquisa no velho Aurélio do significado da palavra meio remete a "lugar onde se vive"; já ambiente corresponde a "aquilo que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas".

Quanto a definição de "meio ambiente", se refere a indicação de um espaço (com componentes bióticos e abióticos, suas interações) em que um ser vive e se desenvolve trocando energia e interagindo com esse espaço, transformando e sendo transformado.

Assim, pensar no corpo como um espaço preenchido por matéria, ou seja, órgãos e organismos  (sim, por exemplo aquelas bactérias presentes em nossa flora intestinal) dentro de um limite físico onde acontecem inúmeras e complexas interações e transformações, não nos distancia da relação provocada no título do post.
  
"Templo da alma", "Morada do eu", "Minha primeira casa"... não é raro nos depararmos com frases que situam o corpo como espaço ocupado. No caso, novamente encontramos a  referência da atribuição de um sentido de preenchimento a um lugar. Sendo assim, ocupamos primeiro a Nós mesmos, seguindo o Planeta e o Universo.  

Essa provocação através de definições e associações, pretende aproximar o tema ambiental do seu espaço, de você. 

Imaginar-se meio ambiente... algo que não está lá fora, mas que é você, sua carne, pode fazer alguma diferença, quando refletimos sobre  os variados assuntos ambientais os quais nos deparamos cotidianamente.

No mínimo pode nos sensibilizar mais para essa temática... ou então, sob outro olhar , favorecer a ideia de encarar nosso corpo não como mais um meio a ser explorado até a extinção, sem dó ou piedade...

...mas como um lugar que pode ser desenvolvido sustentavelmente, garantindo uma melhor harmonia e qualidade de vida a quem se constitui dono do pedaço.


Construir um Corpo Sustentável, entende?


domingo, 27 de março de 2011

Movimento

O movimento é intrínseco ao corpo. 

Através de variados e complexos circuitos que envolvem músculos, ossos e articulações integrados  ao sistema nervoso central e periférico, temos condições de movermos partes ou todo, nos deslocamos.

Assim, vivemos o cotidiano: andando, trabalhando... acionando das mais variadas maneiras a engrenagem que nos faz movimentar o corpo, a vida.

E quando, por algum motivo qualquer, nos movemos menos que o necessário, nosso corpo logo sente. Dores musculares, sentimos o corpo "travar". Sem escolha, somos obrigados a diminuir o ritmo (agora da vida). Uma ironia... movimentei-me pouco, restringi meu corpo ao sub-uso, sinto dor, e por isso, acabo ficando condenado, de fato, a imobilidade.

No dia-a-dia, é fácil entrarmos em verdadeiras ciladas que nos imobilizam. Tudo é tão tecnológico, prático e acessível, construído para o nosso conforto, não é mesmo? Pelo menos, até o lado B.

Ficar horas sentado em frente a TV, dirigindo no trânsito, navegando e trabalhando no computador. Isso faz parte de nossas vidas, e muitas vezes, não temos como fugir dessas situações.

Mas, será que tem de ser sempre assim? Quantas vezes, nos acomodamos de fato nessas situações, neguigenciando a ordem natural das coisas, ou seja, o movimento. 

Certamente, nosso corpo pedirá movimento e demonstrará através de cansaço, desconforto, formigamento, dor. Posso ignorar, mas até quando? Um corpo  constantemente dolorido está contribuindo para um presente e futuro cheio de limitações.

Construir um Corpo Sustentável tem muito a ver com a atenção e cuidado que decidimos ter conosco. 

Se sinto desconforto porque estou sentado há horas ou porque caminho o suficiente para chegar, no máximo, da calçada ao carro estacionado próximo, terei que rever essa parte de meu cotidiano e partir para opções que façam meu corpo se mover.

É comum nos lançarmos em soluções rápidas, como  usar um analgésico ou anti-inflamatório, mas isso não resolverá o problema de fato. Partir para a solução na origem, aumentando o repertório de movimento em seu cotidiano é a alternativa  necessária e possível.

Algumas atitudes comuns podem ser um bom começo como: a cada hora na frente do computador, se levantar, dar "aquela esticada"... ir beber uma água; subir alguns lances de escada ou invés de usar a escada rolante; fazer trajetos a pé; mover partes do corpo que sinto emperradas; executar tarefas domésticas (é sério!). 

Essas atitudes tão simples, as quais já deve ter ouvido dezenas de vezes, mas não deu muita atenção, não requerem grandes parafernárias ou mudanças radicais, mas com certeza, funcionam se usadas com frequência.

Você tem um corpo, que precisa de movimento... 
                                                   é natural,
                                                 é muito bom!




quarta-feira, 23 de março de 2011

Meio ambiente interno e externo



Sensibilizar-se. Parecer, estar ou ser sensível. Quem realmente hoje pode ou se permite viver esse estado sensório dentro de uma grande cidade, principalmente no meio urbano?

Muitas vezes, o que temos na superficialidade, é uma cidade sem fim, espetacularmente gigante e sufocante, que é habitada por um mar também sem fim, de humanos que vistos individualmente, parecem ínfimos, mas formando uma imensa massa, guiam-se em uníssono.

Condicionar-se, condicionamento físico, condicionamento urbano. Tudo muito parecido e complementar.

Nosso corpo, de carne e osso, precisa receber um condicionamento físico, para atingir melhor eficiência. Ouve-se a todo instante. Mas, que eficiência estamos buscando? Que tipo de condicionamento será imposto para o corpo assimilar? Quais atividades físicas serão escolhidas para se chegar a este corpo almejado?

Ter uma aparência "bonita e saudável" é sinônimo da eficiência da função? A eficiência em questão... e a constatação de que muitas dessas perguntas não fazem parte de nossos questionamentos, talvez por não sobrar tempo, ou não estarmos  dispostos a refletirmos sobre isso. Assim, a tendência de se deixar levar pela moda ou modelo da vez.

A cidade, esse outro organismo vivo, também necessita visceralmente da eficiência, buscando-a incessantemente. Precisa cumprir seu papel produtivo e veloz, criando mecanismos. O problema é que muitas vezes, isto gera alguns efeitos colaterais que comprometem a simples presença do humano em seus espaços e o que os olhos não vêem... ou melhor o que o corpo não ocupa, a percepção não alcança.

Uma vez mais, a reflexão sobre qual é a real eficiência que se está em jogo.

Retomemos à sensibilidade, necessária para abrirmos nossos canais receptores, investigadores, transformadores. Antes de tudo, ela se revela como uma escolha.

Desgarrar-se do grande bloco, para sentir, pensar, adquirir consciência, envolve um bocado de coragem, sendo necessário topar o desafio.

A partir daí, o caminho está aberto para as errâncias:  se perder,  lentidão, corporeidade.

O humano se descondiciona, corpo libertado dos modelos pré-ditados. Corpo que agora ocupa seus meios ambientes interno e externo. Sim, esta é uma verdadeira forma de eficiência.

Ocupar a si, ocupar a cidade. Fazer parte do coletivo, não de uma massa.

Pensar com a cabeça, pensar com o corpo. 

Assim, pode ser o caminho. Veremos na prática.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Corpo Sustentável

Querido Humano(a), seja bem-vindo(a)!

Aproximar o tema ambiental e da sustentabilidade de nossa vida, mostrando novos olhares e traçando um paralelo direto com a saúde, será o desafio do blog.

O caminho escolhido para despertar essa reflexão será o do corpo. Esse mesmo, de carne  e osso.

Ocupando o ponto de partida ou chegada, nosso corpo será relacionado e integrado ao meio ambiente e a sustentabilidade.

Discutiremos sobre qualidade e estilo de vida, movimento, prática física, saúde. 

Escolhas... conscientes ou não, que fazemos a todo momento, determinando nosso modo de viver, bem como, nossas relações primeiro conosco, se estendendo ao outro e ao planeta.

Para ilustrar esse início, escolhi na simbologia africana Adinkra o símbolo: "SESA Suban WO" que significa "Mudar ou transformar seu personagem".


Trata-se da transformação da vida, reunindo dois símbolos, a "Estrela da Manhã" que pode significar um novo começo para o dia, colocada dentro da roda, que representa a rotação ou movimento independente.

Bons dias!